Glossário do Imaginário Popular Absurdista III – O Universo das Coisas

abril 26, 2011 by

DISCLAIMER QUEBRA-GELO: Oi Gente.Eu pirei de novo, não saí do país, abalei relações duradouras e perdi mais uma vez, festividades de ano novo. Não é exatamente minha culpa, mas eu não discuto que nos últimos 24 meses eu releguei meu tratamento a segundo plano. Não foi uma boa decisão e eu decidi mudar. Desculpe às repetidas  e novas casualidades de guerra, surto psicótico também é viver. FIM DO DISCLAIMER QUEBRA-GELO.

Foi só coincidência?

Excerto de próprio-punho de Bakulah transcrito à esse livro aqui, também citado aqui.

Nós como absurdistas, içamáres, anarco-experimentalistas, budas ditosos, canalhas histriônicos tapuia-camâ e toda essa sorte de doutores sociais enxergamo-nos nos espelhos da vida como iguais e diferentes e portanto também vemos a verdade!

A verdade de que na polêmica sobre a coesão da realidade há duas visões que podem ser adotadas:

1 – Por trás da experiência cotidiana existe um mundo superior. Onde coisas acontecem. O Universo das coisas!

A maior diferença entre o nosso mundo e essa verdade transcedental é que uma vez adentrado o Universo das Coisas, um sujeito pode ter muito trabalho para sair porque será díficil para ele conceber que coisas não estejam acontecendo.

Pelo contrário, basta  para um sujeito centrado fora do universo das coisas, que coisas começem a acontecer para que ele mude de existência.

2 –  O universo das coisas é uma membrana que permeia a realidade consensual, pseudo-existindo, mas adicionando camada após camada de significância sobre o cotidiano e criando a ilusão de que coisas estão acontecendo o tempo todo.

Ou seja, a própria indefinição a respeito do quê está, de fato, acontecendo, aliada à indefinição do que é  ”acontecer” permite uma ampla gama abstrata de interpretações ocasionando a percepção fenótipica de que coisas podem estar acontecendo o tempo todo.

Reconhecemos a existência das duas e sob o manto do equilíbrio dinâmico oscilamos nervosamente entre uma e outra. Do lado 2, obtemos função. Do 1, epifanias nonsense.

Por isso devemos priorizar o 2, mas não execrar o um.

O um já é muito complexado por ser sozinho e merece um desconto. E tenho dito.

OHM

dezembro 22, 2010 by

Oi.

Eu vi. E eu me senti mal.

Eu não tava olhando. Eu não tava procurando. Eu tava esperando outra coisa. Mas eu vi.

Expectativas são sempre díficeis de definir. Isso não quer dizer que a gente não as tenha.

Entendam também que não, eu não sei o que eu vi. Não muda uma coisa, não estava me fazendo bem. Não estava funcionando pra mim.

Eu não preciso entender tudo e eu sei disso. Mas eu tenho algumas dúvidas bastante cruciais pra mim.

Eu sei que houve uma Johe. Mesmo sendo pesaroso pra mim admitir que isso não teve nada a ver com a cara dela.

Eu sei que aquela mulher não é minha mãe. Eu sei que aquele cara não é meu pai.

Não é o Tander. Não é o Gustavo. Nunca houve um John Been. E eu queria as minhas fotos de volta. Estejam elas como estiverem.

E tudo bem.

Sobre como eu queria brincar de médico e acabei cursando a minha vida na direção errada.

dezembro 22, 2010 by

Eu vi uma palestra no augusto laranja.

Médicos estudam muito. Decidi fazer publicidade, eu sempre fui carismático e criativo.

Tive uma absurda discussão engraçada e intensa com a minha mãe sobre Sabão em Pó.

O Bruno estava fazendo administração e publicidade. E eu combinei com meu pai que ia fazer duas faculdades tb. Me parecia desnecessário fazê-lo pagar pelas duas pq afinal de contas…

Eu prestei ESPM e USP. Prestei PUC tb. Mas eu passei no que eu queria e fiquei feliz.

Na primeira semana de aula de ESPM eu me apre4sentei como acho q fiz no colégio. Me passaram a chamar de Margô.

E na primeira semana de aula da FEA eu usei a palavra sinergia e ganhei o começo de um mapa.

E foi assim que tudo começou.

Os dois primeiros anos da ESPM foram excelentes. Eu cursei matérias legais. Sociologia. Estudos Brasileirosw. Teoria da Comunicação.

A FEA não sabia do q estava falando, sim a Cidade Universitária é linda, mas por favor, não demitir pessoas é simplesmente ridículo.

Outra Camila me apresentou a Carol, muito embora eu estivesse cada vez mais feliz brincando de descobrir truques do Thomas com a Bruna… eu não dei bola pra ela a princípio. E, de qq forma, ela quase nunca estava lá.

Eu gostava do Uberaba. Eu gostava do Barolo tb, mas acho que não nos davámos tão bem assim no começo…

E por mais que a faculdade fosse eventualmente frustante, era só faculdade e eh isso. Então, um dia fomos ao Economíadas!

A Carol tinha um Fiesta vermelho e era uma pessoa doce e conversadora. E ela dirigiu a noite inteirae me ensinou a apagar faróis altos qdo carros vinham na contra-mão.

Eu falei pra ela da minha família. Eu não falo tanto assim disso.

A Bruna estava dormindo no banco de trás, não lembro mais quem.

Era a primeira vez que eu viajava com Maconha. Eu não tinha contado pra ninguém isso e tinha tomado umas providências absurdas na casa do Gus. Envolvendo creme hidrante e Magipack.

Eu fumei maconha a primeira vez com o Quental. Não, melhor dizendo. Eu fiquei chapado a primeira vez com ele. Já tinha fumado antes com o Gustavo. Droga, eu sempre tinha sido terrivelmente curioso qto a isso, tendo até experimentando um pega uma vez em Amsterdam.

Foi uma viagem divertida, mas qdo eu cheguei lá os 2 beques q tinha levado haviam sido molhados pelo hidrante e a seda rasgou. Salvei a erva e só me resou uma opção. Comê-la.

Passei dias divertidos com a Carol. A Bruna estava incomodada. Não me lembro se chegamos a conversar sobre o pq…

Eu dormi no chão e tudo bem.

Nós fomos há alguns jogos. Saímos pra dançar. Eu ainda namorava a Ana e estava só passando tempo com amigpos.

Não lembro se o clubedaluva já existia ou não. Eu não me importo.

O que eu aprendi sobre a Carol aquele dia era q ela estava perdida em si mesma e eu me reconheci nisso. E gostei.

Fomo ao sitio dela e fizemos churrasco. Sobrou cervejas e marcamos todos de ir até a casa dela e eu menti pra Ana dizendo q ia fazer um trabalho e só eu apareci.

E ´puta que pariu que lugar incrivél! Era longe e aconchegante e perto da USP e tudo mais.

Eu não fiquei com ela.

Fui fazer um trabalho na casa da Bfruna depois ou antes (não lembro). Só estavámos eu e a Bru e embora eu ainda namorasse a única coisa que me impediu de tentar algo foi qjue eu tava sem camisinha. E aí a Carol chegou.

O trabalho terminou e eu voltei com pra casa.

Terminei com a Ana embora já tinha dito pros meus amigos que tinha feito isso…

Aluguei uns filmes. Réquiem. Clube da Luta.

Eu fumei maconha com a Carol. Ela chorou vendo Réquiem. eu  a abracei. Nosss mãos se tocaram e ficaram brincando de se entrelaçar por horas. E antes de eu beijá-la eu olhei nos olhos dela e disse: “agora já era…”

Nós não transamos aquele dia e eu abandonei o não tem pq… pq eu não queria que eles soubessem o quão rápido tudo tinha acontecido.

Meu deus, ela me fez bem. E eu fiz bem pra ela.

E vem algum momento dessa história toda, eu tinha ido no cinema e passado na Saraiva do Santa Cruz. E lá, eu tinha comprado dois livros: “Empresa Criativa”. “Sem Logo”

Eu fiz a Carol ser demitida. E ela nunca me contou o pq.

Se eu tivese q chutar eu diria q foi por q ela repassou meus e-mails pro ABS e pro CCC. E provavelmente pra sua empresa tb.

A gente rodava essa cidade inteira e eu fazia ela gritar suficientemente sinceramente na cama.

E então, depois daqueles dois anos. Eu precisei tomar uma decisão. Eu fiquei com a Carol e mandei a faculdade pro espaço. Eu ia pra lá de tarde. Eu queimava a valer. Eu andava aquele lugar inteiro e eu estava atrás de uma idéia viável pra nós.

E então, teve o gbarros.

Acho q naquela sala estavámos eu,Chicão e o Gustavo (Tchutchuca). Guilherme Barros, o cara que morava com o Gus, ele tava vendo TV.

E nós conversamos. Sobre música.

Eu falei o que eu achava. E o Chicão deu a perspectiva dele. O Gus sumarizou as coisas e disse algo assim, o Guilherme sempre achou que nós erámos um bando de maconheiros sem sentido, mas hj ele mudou de opinião. Eu nunca conversei com Gbarros. Não sei se ele estava certo.

E de repente. Eu achei que tinha encontrado. Não tudo. Um começo!

Chico meu velho, obrigado!

Vc é o Rock´n´Roll. Vc é é fantástico. E ,vc, salvou minha vida!

Agora escuta: todo rock star é glamuroso E radical no nível do espetáculo isso funciona.

No nível pragmático, não.

E eu estava tentando me rasghar por dentro e por fora pra fazer funcionar e vc só falava de mulher ;)

E ae, eu entrei na biblioteca da ESPM depois de ler algo numa barra lateral do Kotler e encontrei alguém que falou comigo. Eu li o Relatório Popcorn, Chicão, e eu tentei falar com vc sobre isso.

E tudo bem.

Síntese. Esperança. Especulação…

Meu pai bebia. Minha mãe queria que eu morasse sozinho.

E de repente eju tinha um apartamento.  Eu não dormia lá, mas não importava.  Era o meu escritório. Meu e de Faith Popcorn. Eu trouxe a Naomi Klein tb. E conversar com ela tava ficando mais e mais complicado.

Agora olha só, eu fiz isso pq eu achei necessário, ok?

E tudo bem.No fim das contas não funcionou por mim. Não funcionou pra mim. E eu peço desculpas por isso. Vcs tavam se divertindo. Mas eu estava fazendo isso pq eu queria conseguir me olhar no espelho tb e tava complicado.

E foi aí que eu fui pra Holanda.

Gente Gente. É Natal. Quero falar sobre a interwebs…

dezembro 22, 2010 by

Um post que é puro nonsense e é terrivelmente useful:

um papai noel com um pouco mais de azul...

Eu não lembro do meu primeiro modem… Acho que ele chamava Odara.

Mas lembro q o pedi pros meus pais apenas depois de descobrir o icq. No jardim de casa, conversando se não me engano com a Bárbara, a Fernanda e o Fernando. Tvz, o Bruno tb estivesse lá.

O engraçado é que eu falava muito sobre a internet. EU sempre a vi como uma cidade. Tvz alguém tenha pensado na metáfora antes. Tudo q eu queria era descobrir o nome verdadeiro daquele livro sobre refrescos que eu NUNCA li, e sempre chamei de SWOT.

Fernando, eu o chamava de irmão. era meio insano… ele era tãããããããão mais velho. E mesmo assim, por mais q eu tenha aprendido com ele, eu sei q ele tb gostava de me ouvir.

O problema de andar com pessoas mais velhas na minha infância sempre foi q a minha arrogância me levou a tantas discussões babacas. Eu disse pra Bárbara uma vez q aranhas eram insetos e descobri um ano depois na escola, q naum eram.

Eu briguei uma vez com um cara na aula de inglês sobre o pronome “ones”, me pareceu ilógico flexionar ele assim. Não só tava errado, como de novo, descobri isso no outro ano na escola.

Acho q o q estou tentando dizer aqui é que eu nunca fui oficialmente um membro da FAU paralela, mas eu sempre me apresentei como um. E não, eu não vi o flyer sobre as bombas caseiras…

Eu nunca fui expulso de nenhuma aula na odonto, pq nunca entrei por nenhuma porta q me pareceu trancada. Eu já testei chaves em portas dos outros, e já mexi em maçanetas pra saber se portas tavam abertas, mas a verdade eh q a única porta q eu lembro de tentar ter aberto com um cartão de crédito, era, ao menos temporariamente, minha.

Emprestaram meu jaleco branco de laboratório. Eu não falei nada pq não estava usando, mas eu sempre quis entrar nas aulas da odonto e sinceramente, qdo eu comprei os óculos laranjas e a moça me perguntou pra quê e eu não soube responder, tava sendo sincero. e sim, houve aquela vez q eu visitei o banheiro feminino e tirei conclusões precipitadas.

Eu tive discussões com executivos que faziam jogging…

A Camila nunca me mostrou os peitos. A Horpaczky me disse que dormiu com o Quental…

e eu nuca trabalhei na Dragão Brasil. e eu nunca consegui  dizer isso pra ninguém a não ser pra maldita Johe (não acreditem na ficção, eu não gosto dela, ela me afastou das minhas mãos e eu adorei redescobrir elas numa meia-calça…).

A verdade sobre a Morena e os horizontes é que eu sempre olhei e ela nunca olhou de volta. Tudo bem.

eu nunca ouvi música até a dora me presentear com um cd do pink floyd. ela me perguntou se tinha acertado, e tinha.

eu aprendi inglês com Friends,Seinfeld e a PBF e aprendi a escrever com tudo q eu já li na vida…

foi uma garota que me contou sobre a maçonaria, eu a chamei de amora, ela chamava Mirela. não lembro da quantuidade de Ls.

e a verdade sobre o DQTB é que ele era cruel no começo sim, mas com o tempo ele aprendeu que precisava conversar.

Eu posso estar enganado e posso estar dizendo isso apenas pra despertar seu fetiche, mas eu sou viúvo ♥

algumas pessoas sempre se aproveitaram de mim e eu sempre me aproveitei de outros. eu tou aki tentando resolver tudo com tudo mundo. eh difícil.

às vezes eu queria conversar com o Louvre. Eu acho que ele era a Renata e o André. A Jaquê? Bem… office clerk!

eu me sinto culpado pelo q aconteceu com o Hernando na quadra.

eu já brinquei com a arma de um pai de um amigo meu. tudo acabou bem, mas foi tenso e intenso…

O Mostarda sempre teve razão e mudar de lugar às vezes é necessário, não sei se eu fiz o Vitor entender disso da melhor maneira. Eu danço melhor do que eun treto, vcs sabem.

E 0 Salim, eu não tava puto por ELE ter ficado com a Carla, até o dia do coma álcoólico. E isso foi o que eu sempre quis dizer pra Charlotte, ok?

eu nunca pisei no IML. e ela não lembra de mim.

lembrei que a primeira vez q eu dancei com um post tava jogando verdade e desafio com a Maira e não importa o quanto ela tentasse me recusava a responder a verdade.

o único GURPS q eu já tive foi o Magia e eu perdi ele na devir no primeiro dia q eu joguei vampiro (montei mal meu personagem no Storyteller, mas eu sempre acertei a MINHA essência).

minha vida inteira eu copiei textos. traduzi textos e embora algumas vezes eu tenha feito buscas em emails q ficaram abertos na minha frente, eu não lembro de ter nem ao menos visto a pergunta de segurança dos outros…

ninguém nunca quebrou meu pé de propósito, ok?

eu perdi meu passado muitas vezes. eu nunca soube o qto ele era importante.

a morte é uma coisa pessoal e até aquele dia onde “pessoas morreram” eu só tinha perdido o tio américo. então, desculpas.

me dêem uma pá. eu quero cavar tb.

eu e minhas madrinhas… um dia teremos q conversar sozinhos.

A melhor Copa da minhab vida (so far) foi a de 98, mas eu tb gostei muito da de 2002. A de 94, eu passei na RUA. Ela chamava Mario Cattelli.

E quem começou com esse papo de roxo foi o Fábio, eu só entrei na onda :)

A verdade sobre a única coisa q me incomodou na única vez q eu fui numa casa de swing eh o cheiro.

Eu descobri prodigy no mesmo pátio q eu descobri q era bom de briga, mas não gostava de bater em nada.

A Lindoso me disse que era uma ghost writer e pediu um BestSeller. Eu digitei Sadismo Empático. Mas é dela.

E a Ana foi a Elisa ;) E fim, da discussão.

EXCLUSIVO – MindMachine entrevista terminal1 sobre sua festa de aniversário

setembro 30, 2010 by

No nível da realidade, MindMachine e terminal1 são a mesma pessoa. No nível da realidade, isso é um post autro-promocional, o que, levando em conta a audiência desse blog, chega a ser triste.

No nível da abstração de realidade, situado um ou dois palmos acima do anterior, MindMachine é o espiríto de uma Inteligência Artificial futurista que por algum motivo habita a psique de terminal1. O próprio terminal1 só existe no nível de abstração da realidade, uma vez que no nível anterior, ele nunca é chamado assim.

Por favor, não julgue esse post pelas regras do nível da realidade. Todos iríamos perder com isso ;)

MindMachine: O que é “A Noite sem Caos”?

terminal1: Existem duas maneiras de responder essa pergunta. Por um lado é minha festa de aniversário. Como todas as festas do meu aniversário sempre terminam sendo tediosas para os outros envolvidos , decidi buscar uma maneira de manter as expectativas deles baixas esse ano. Num sentido mais amplo é a profecia absurdista que precogniza o fim da existência num confronto épico entre a J.A. e a Polícia da Realidade que abalaria a própria tessitura do espaço-tempo e distorceria o conceito do que é real e do que não é permanentemente.

MindMachine: Ha! Então o nome evoca tédio E uma experiência épica ao mesmo tempo? Você se importa de desenvolver isso e explicar de uma vez por todas se “A Noite sem Caos” é um experimento de behaviorismo reverso, no sentido de que você espera que todo esse papo sobre como vai ser plácido e calmo desperte revolta nos convidados, ou se você de fato está tentando hypar uma festa que sabe que será miada?

terminal1: Parafraseando Joelmir Beting, a verdade é cinza.

Existe muita coisa que aponta pra uma festa meia-boca. A principal delas é a data. Eu não vou nem mencionar a questão numerológica envolvendo o dia 02/10/2010. O problema é prático. Meu aniversário é dia 03, e tradicionalmente, ano sim e ano não, coincide com a festa da democracia brasileira. Isso não seria um problema, mas a democracia brasileira é hipócrita pacas e a Lei Seca exige sobriedade de todos (NOTA DO EDITOR: Clique no link). A Lei é rígida, rigorosa e implacável. Ninguém conseguirá álcool e sem o sangue de Cristo não tem festa de verdade. (NOTA DO EDITOR: Eu acho q vc  ainda não clicou e vou repetir: Clique no link)

Além disso, votar é um compromisso do cidadão de bem e compromissos no dia seguinte matam qualquer tentativa de espontaneidade e derrubam qualquer espiríto transgressor. Então eu acho que é simples dizer que a minha postura é:

“Passa aqui e me dá um abraço. Pode sujar o chão à vontade, mas tenha um plano B pra se divertir de verdade”.

Talvez você não tenha percebido, mas no fim das contas, até rima.

MindMachine: Sugiro que você abandone o tom jocoso. Eu não o aprecio mas compreendo o argumento. Acredito que refraseando-o ficaria algo como “Escuta, é uma festa. Não me comprometo com nada.” De qualquer forma, os flyers sempre tiveram o dia da festa e nunca o lugar dela. Onde será “A Noite sem Caos” e por que?

terminal1: Eu me esforcei muito pra buscar um lugar interessante mas acabei falhando e  “A Noite sem Caos” vai ser no escritório mesmo. O Escritório nunca mais foi o mesmo de umas festas pra cá com coisas grudadas nas paredes e desenhos fálicos em todas as lousas e eu tentei evitar mas não deu. No fim das contas foda-se. Essa semana a situação ficou ainda mais tensa quando um vazamento no conjunto de baixo trouxe a necessidade de um encanador quebrar o banheiro do fundo inteiro. As obras tão rolando e ninguém sabe qual vai ser o status disso no sábado, o que sabemos é que não vai ter Caos e pá.

MindMachine: Não?

terminal1: Acho que não, mas vai saber. Eu sou inocente e não tenho nada a ver com uma profecia que taí desde sempre. A Kaballah já se envolveu com isso e os magos nazistas também. Tudo que eu sei sobre absurdismo eu aprendi com pessoas nas ruas e eu não tenho nada a ver com isso. Se o pau quebrar eu cobro ordem até funcionar ou eu cansar e me envolver, o que acontecer primeiro.

A festa é aqui. Cheguem depois das 22 e tudo certo.

Resumo da Metodologia de Interpretação do Mapa Astrológico das Luas de Júpiter desenvolvida por Bakulah e sua filha cigana (Ufa!)

agosto 31, 2010 by

Com Júpiter ao centro, você distribui os elementos em torno da roda, na posição em que estavam na hora de seu nascimento. Pronto, seu mapa joviano está completo.

É tudo muito simples.

"Gipsy is the vintage new age" - Pok Bakulah

"Gipsy is the vintage new age" - Pok Bakulah

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A filha New Age de Bakulah, aquela que ele teve com sua segunda esposa era vidrada em astrologia. Bakulah e ela tinham um relacionamento óbvio, mas surpreendentemente funcional até que num frenesi por sangue ele matou sua mãe.  Ela trocou de nome quando ele morreu. E deu as costas para história.

A única prova de sua existência foi encontrada em 2008, nas ruínas de Res Publika. Trata-se de um manuscrito sobre o círculo joviano, o mar de luas que orbita Júpiter e sua relevância astrológica. O manuscrito é assinado por WolfGang e Pok Bakulah e é ilustrado.

Um cara num bar uma vez me explicou o básico. E hoje me deu na telha encher o saco de vocês com ele.

A primeira coisa é a sacada.

Na Astrologia Júpiter te guia aos ideais, ao que te fará feliz. Para Bakulah, ele simbolizava a vitória do homem sobre o drama humano. Sua realização final.

E Júpiter tem muitas luas. Pense num número grande e some 20 e vc vai achar um astronômo que responda q eh possível. 4 delas são conhecidas desde sempre. 60 desde 2005.

As primeiras 4 tinham nome e são especiais. Elas representam os 4 elementos (Fogo(SEXO) | Terra (SUOR) | Ar(SEDE) | Água(SANGUE). O quinto elemento, Alma(SANTOS), é obtido onde existir a maior concentração das outras luas, contando-se todas que forem visualizáveis à época.

IO. Uma lua com intensa atividade vulcânica. É o fogo. Representa o relacionamento do invíduo com o aspecto prazeroso do drama humano, o sexo.

GANYMEDE. Uma rocha maior que Mercúrio e com mais massa que a Terra. É a Terra e portanto a lua de quem tem os pés no chão. Do drama humano, representa o trabalho e a carreira, aka suor.

CALLISTO. Uma das poucas luas com atmosfera própria de todo o cosmo. É o ar, o social e o anseio. O ar é sede e isso é confuso, mas coerência é fundamental ;)

EUROPA. Uma bolha de água com crosta de gelo, alvo de uma infindável discussão sobre a presença ou não de vida. Representa a dor, o sofrimento, a adptação e o sangue.

O MAR JOVINIANO. Existem 18 camadas de coisas flutuando em torno de júpiter com infindáveis tamanhos e tal. O quadrante com mais luas que não as regulares representa a alma, a religião, espiritualidade, consciência cósmica de santo.

Pronto. Bora fazer um calculador da posição dessas coisas e vender a metodologia pra Personare porque eu tenho minha Ganymede em Touro e minha Callisto em Capricórnio e portanto tou aqui pra ganhar dinheiro e tal.

As 5 coisas mais especiais que aprendi com meus avós

agosto 17, 2010 by

5 – “Quem janta com o povo, nasce de novo” – Ditado português.

4 – “Coño! Coja los pantallones, niño!” – Vovô gritava o tempo todo.

3 – Cozinhar umas trocentas coisas, inclusive misteriosos afilhós (bolinho de chuva de aldeia), com a Vó Isaura que sempre ria do meu interesse por cozinha.

2 – “Um homem metálico é muito menos um homem e muito mais um robô”  - Ditado português.

1 – “Pega o cadáver da tua ex, leva ele pro aeroporto, amarra na asa esquerda de um monomotor das cores de Iemanjá. Voa, 7 léguas acima da terra e derruba o corpo. Trace uma linha ao redor da cratera que o corpo deixa no chão e essa letra será a inicial da pessoa que te ama” – Simpatia da vó Petronilia.

Pequena anedota da história absurdista

maio 21, 2010 by

“Never express yourself more clearly than you think.” – Nils Bohr alfinetando Bakulah ao receber o Nobel de Física de 49 ao lado de Rutherford.

“Bananas! Bananas!” – Wofgang J. Bakulah comentando o ocorrido.

Argumento do documentário “Anarco-experimentalismo”

abril 15, 2010 by

Este documentário visa esclarecer o anarco-experimentalismo passando por várias etapas:

  • Apartamento F324: muitos absurdistas se conheceram nessa célebre localidade. A princípio uma moradia, o F324 transformou-se através dos tempos. Foi um escritório. Foi uma TAZ – Zona Autônoma Temporária. Foi uma incubadora de empresa. E Foi um Squat.  Localizado no Edifício Copan, no último andar, e sendo um apartamento de canto, ele tinha uma vista incrível e oferecia um ambiente seguro para as primeiras maquinações anarco-experimentalistas. Infelizmente, esse grupo de pensadores cresceu além do que o apartamento poderia suportar,  o que trouxe a primeira grande lição a eles: “O absurdismo sempre gera atritos com os vizinhos.”
  • Juventude Absurdista: uma identidade coletiva que também é um coletivo de identidades, a J.A. se formou emergencialmente através de encontros informais e formatou-se como um grupo fluído e dinâmico de filósofos, sociólogos e mendigos da sociedade em geral. Muitos clamam que eles se levam mais a sério do que deveriam, mas a verdade é que eles tem uma missão, e ela é instilar o caos. Portanto, enquanto homens e mulheres munidos de uma missão, não só eles se levam a sério demais, mas também apresentam comportamentos erráticos que os afastam da cultura popular tradicional. A verdade sobre eles pode ser mais claramente explícita assim: “Os absurdistas vivem a margem da realidade, num limbo confuso onde constantemente nada faz sentido. E adoram isso.”
  • Festivais de apartamento: Da época em que os absurdistas perderam controle sobre o F324 por causa da intensa pressão da comunidade que se acercava (vizinhos), ficaram sem rumo. Como resultado, criaram a práxis alternativa, os Festivais de Apartamento. Não se engane pelo nome. Os festivais não envolvem arte, apenas performances das personas absurdistas. São festas que acontecem nas ruas, (apartamentos) onde se reunem todos os tipos de absurdistas, conhecidos e “recrutas”, fazendo com que esse evento seja essencial para a disseminação do caos. Geralmente a J.A tenta manter a ordem nesses eventos pelo simples fato de que sempre alguém aparece e diz: “Ordem não, aqui é o caos”. Sabemos que é alguém saindo do armário.  Seu caráter realista os afasta da ficção e portanto os difere do cotidiano da J.A. Foi através dos debates informais regados a drogas, que os Absurdistas começaram a estruturar sua filosofia abstrata num programa político anti-partidário mais aplicável.
  • Pacotes de leis: A base do programa reformista, retrovirótico, prático e anti-partidário que o absurdismo propôe como caminho para o Anarco-Experimentalismo. Pode ser mais simplesmente entendido como uma luta contra a perpetuação histórica da super-estrutura social, rompensdo com a ingenuidade típica do anarquismo que deseja erradicá-la. Basicamente, trabalha com a idéia de um contrato social customizado, que o indivíduo constrói através de um programa de pontos. Benefícios sociais custam pontos. Desvantagens dão pontos. Os cidadãos compensam benefícios com desvantagens, de forma a construir seu próprio pacote individual.  Os pacotes abdicam do típico protecionismo da esquerda e entregam a responsabilidade na mão do indivíduo, mas buscam a igualidade de direitos entre todos, negando a visão competitiva da direita. A idéia é tangibilizar o ideal anarco-experimentalista do “Estado Customizado”.
  • O Tão Sonhado Futuro Mad Max!: Também conhecido como “Sociedade Dinâmica”, representa a Utopia Final. Difícil de descrever e um pouco vago, mas, acima de tudo, apaixonante. Tão apaixonante quanto a trilogia Mad Max. Vide AMD

Faremos uma série de entrevistas com os membros desse movimento que falarão de suas próprias experiências e como conheceram o anarco-experimentalismo através de influências de artistas, filósofos e filmes.

O anarco-experimentalismo veio da idéia de uma sociedade mais justa e libertária aonde as pessoas conduzirão suas próprias vidas sem a intervenção do estado.

A idéia desse documentário é descobrir como essa ideologia poderá dar certo para o futuro da humanidade, por isso, vamos atrás das pessoas que estão fazendo seu papel na sociedade para que essa idéia seja propagada entre a população, principalmente os jovens que são conhecidos nas ruas como a Juventude absurdista.

Estaremos investigando como “tirar um absurdista do armário”, o que acontece nos festivais de apartamento e principalmente, quais são as contribuições que esses jovens poderão dar para que isso de fato ocorra.

Estaremos entrevistando diversos tipos de pessoas, desde aqueles que começaram o movimento, até aqueles que são absurdistas, só que ainda não se deram conta do fato, porque sim, somos todos absurdistas, só precisamos de um pequeno empurrão :P

Participe, e concorra a Eyeballs.

abril 14, 2010 by

O renomado anarco-experimentalista Wolfgang J. Bakulah era um amante do modernismo. E como todo amante do modernismo grande entusiasta da literatura Brasileira. Ao ler Macunaíma, Bakulah teria declarado:

“Pouca Saúva e muita Salubra*, os males da URSS são. “

*”Salubra, a Vodka Das Multidões” – antiga marca estatal de Vodka Russa, popular na Letônia da década de 50

Numa tentativa desesperada de conversar com Mário de Andrade sobre a obra, Bakulah tentou alcançá-lo de todas as maneiras, sem sucesso.

Quando em Buenos Aires, em 45, ele desenvolveu um jogo de correio que visava por os dois em contato. Através de boêmios ele conseguiu o endereço  de correspondência de diversos artistas brasileiros.

Enviou a eles uma carta cifrada que propunha um jogo de corrente de mensagens com o objetivo de atingir o autor.

Mário de Andrade morreu em 1945. Mas a rede de contatos perdurou por cerca de 15 anos, mesmo depois de Bakulah ter retornado ao seu país de origem, a Letônia.

Como maior resultado dessa rede, elencam-se as cartas trocadas entre Bakulah e o então iniciante ator Ney La Torraca. Uma dessas cartas, que dá título ao post , segue abaixo, na intégra:

“someone must die, ney la torraca.”



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