uma entrevista

Novembro 18, 2009 por john been

perguntas:

*01 Quantos anos tem, o que faz, com o que trabalha e etc.
*02 Por que e quando foi morar no Copan.
*03Pontos positivos e negativos sobre morar no prédio.

respostas:

* 01 Tenho 23 anos, sou estudante de comunicação em multimeios na puc-sp. Pesquiso video, musica, fotografia, arte conceitual e etc. Faço parte de uma banda chama-da: “jenny holzer and the absurdists in disguise” ela tem integrantes fluídos e até então nunca produziu musica alguma, mas se apresenta de forma estranha atravéz de videos, cartazes pelas ruas, curta metragem e um dia haverá musica !, dependendo de quem estará integrando o jenny holzer… até lá a minha banda/doidera segue os ideais de vida absurdista, que dentre varias coisas tem haver com a sociedade dinâmica e o anarco experimentalismo, que nada tem haver com toda a decadente corrente anarco monarquistas, que tanto usurparam o povo.

*02 O destino* me fez parar aqui. *destino: acaso gerado por uma conjunção de forças q se atraem e se repelem conforme sua consciência “divina” e emergêncial que compõem a entropia de toda ordem por traz do caos.

*03 A constante luta contra a opressão, exercida pelos mantenedores da realidade, eh um fator que me coloca constantemente em situação de forte stress. ponto positivo: me sinto muito bem por morar em um cartão postal : ) um viva aos cartões postais de todo o muundo !

i don’t do dirty work, sucka!

Novembro 17, 2009 por john been

work class hero
preguiçosa homenagem, a johnn lennon

Ceci n´est pas une AD

Novembro 12, 2009 por terminal1

Enquanto juventude, nos divertimos com o apagão!

Enquanto absurdistas recusamo-nos a corroborar com as explicações oficiais.

Enquanto jornalistas, protegemos nossas fontes: RT @caru Sobre o #apagao http://bit.ly/eJlvn A Verdade sobre o Apagão – Gosto particularmente do final, eu tb odeio escuro…

Enquanto cidadãos, clamamos por insurreição dos órgãos que nos apoiam (thx INPE)

Enquanto discípulos de Bakulah, ainda esperamos respostas.

Enquanto terminal1, reafirmamos o título desse post.

Enquanto Margo, permanecemos confusos com o silêncio.

Enquanto Carlos, sentimos falta de muita gente.

Enquanto humanos, sofremos, rimos e choramos. E no fim, esperamos rir de novo.

die hard. but keep dying!

Outubro 23, 2009 por john been

As fantásticas motonetas sincronizadas

Outubro 23, 2009 por john been

Quando o SuperEgo é tudo que resta.

Outubro 23, 2009 por terminal1

Ei, Olá.

Fica claro pra mim,no momento,que precisar o momento da origem desse ciclo reverberante e retroalimentador entre a Juventude Absurdista e os poderes constituídos (incluíndo e expressamente sublinhando) o midiático é uma batalha inútil.

A essa altura está claro que se a polícia da realidade existe, tudo que ela menos quer é que nós nos aproximemos da verdade.

E sinceramente, tudo bem. Afinal de contas, parece justo supor que ninguém aqui esteja de fato interessado na verdade, uma vez que todos os nossos egos estão envolvidos nessa história e ninguém, e eu realmente quero dizer ninguém, está disposto a largar sua pontinha do osso.

Então tudo bem. Sabe,quando eu era menor, eu saía por aí dizendo que “no futuro as crianças teriam egos tão fortes que não haveria nenhuma necessidade de superego”. É uma afirmação particularmente impactante, especialmente porque sendo a realidade consensual, o superego é a REALIDADE.

E talvez de fato, depois de toda fragmentação que ocorreu no mundo nas últimas décadas, a própria tessitura da realidade esteja ameaçada. Há muitos rumores, nenhuma verdade e a verdade é, e sempre será, inalcançável porque ela para sempre há de esbarrar nos tais dos egos enormes…

Então, acho que ao menos para uma parte dos envolvidos, fica claro que alguma espécie de superego deveria existir (eu me sinto precisando de um!).

A questão é como diabos manifestar um superego que ultrapasse a dinâmica repressora do absoluto e irredutível “NÃO”?

Talvez, e isso é uma opinião pessoal, o superego devesse dizer “talvez”.

(Agora eu sei o que vc está pensando. Que talvez é muito vago, que isso não leva a nada, que jamais poderemos construir uma realidade que nãio seja absoluta porque o absoluto é a realidade).

E o que eu tenho pra responder a isso?

Talvez vc esteja certo :)

Glossário do Imaginário Popular Absurdista II – A “CoolSphere”

Agosto 29, 2009 por terminal1

Talvez você não saiba, mas o livro que dá nome a esse post está sob o controle da Juventude Absurdista já faz um tempo.

Hoje, discutiremos um de seus conceitos centrais, útil em toda a sorte de processo de abstração e análise daquilo que convenciona-se chamar de realidade, desde estudos antropológicos à estudos antropológicos de mercado. :)

É um assunto delicado, uma vez, que foi quando trabalhava sobre textos a esse respeito que Bakulah foi assassinado. Estamos falando da “CoolSphere”.

Para compreender o conceito é melhor remontar às suas origens: O Tibet Ancestral, e o primeiro Olai Lama. Muitas pessoas não sabem, mas Dalai Lama, pode ser traduzido como “Oceano de Sabedoria”. Lama é um título de mestre e Olai Lama tipicamente refere-se a um de seus aprendizes próximos e pode ser traduzido como “Gota de Sabedoria”.

Representação Pictórica de Yeshe Norbu, o primeiro Olai Lama, o primeiro CoolHunter e membro respeitado da academia científica ancestral. A Foto é a última aparição de sua suposta reencarnação.

Representação Pictórica de Yeshe Norbu, o primeiro Olai Lama, o primeiro CoolHunter e membro respeitado da academia científica ancestral. A Foto é a última aparição de sua suposta reencarnação.

Bem, o primeiro Olai, discípulo do terceiro Dalai foi Yeshe Norbu. Ele recebeu ensinamentos importantes, mas foi mais tarde cooptado pelos Fenícios e se tornou um agente secreto, trabalhando para se infiltrar no budismo e trazer os ensinamentos até os navegadores mediterrâneos. Seu cargo era cuneiformemente grafado como:  “ﮯﺮﮧ” o que encontra sua melhor tradução na expressão anglofônica CoolHunter.

O que Yeshe identificou foi que os códigos culturais e comportamentais budistas eram fragmentados e confusos. Diversas tradições de monges adotavam metafóras e simbologias diferentes, ou seja identificavam valor e vislumbravam possibilidades de transcedência em signos diferentes.

Ele denominou essas tradições como “Esferas”, e foi o primeiro a provar cientificamente que nas condições normais de exposição de repertório (CNER – exemplo: uma mesa de bar), indivíduos de uma esfera são quase sempre capazes de reconhecer seus pares.

Foi também de Yeshe, a primeira prova científica de que as esferas comportamentais tangenciam-se. Seu trabalho: Perceptrons and Panopticons: a series of studies over the permissive exchanging behaviour of individuals in spheres, embora relativamente desconhecido é a pedra básica do conhecimento acerca desse tópico.

Portanto, a  “CoolSphere” nada mais é que um método pouco estruturado, mas de fácil assimilação para compreensão das interações e iterações que compõe a teia social humana.

Talvez tudo fique mais claro com um exemplo. Vejamos a CoolSphere utilizada pela maior de todas as marcas invisíveis, o misto de corporação empresarial e conspiração cultural conhecido como FolkLore (do inglês Folk = povo + Lore = conhecimento).

Gostamos particularmente desta coolsphere por seu valor na tentativa de categoriozar o universo da juventude absuirdista e sua capacidade de rotular inexata porém satisfatoriamente a fauna que o habita.

Gostamos particularmente desta coolsphere por seu valor na tentativa de categoriozar o universo da juventude absuirdista e sua capacidade de rotular inexata porém satisfatoriamente a fauna que o habita.

carta aberta ao vizinho de baixo

Agosto 5, 2009 por john been

Querido Vizinho,

É certo que já tivemos atritos, porém é inegável que já passamos por momentos de confraternização. Adoro quando você pira o vizinho do lado, inflando-o de orgulho futebolístico. Devo admitir, no entanto, que eventualmente fico com medo.

Admito que me exaltei, e muito, ao jogar um limão em você e por ter dito coisas como “Vá para o Inferno!” por causa de uma busca inocente de diversão dominical.

Gostaria de clarificar que eu não sou o Sr. Afonso, e inclusive travo uma batalha midiática com o mesmo. Portanto, não estou aqui para manter a ordem. Apenas precisava me defender de música ruim pela manhã.

Estou com você , porém em horários diferentes (talvez mais tarde).

Singelo Smile :)

J.A na figura de J.B.

Como reconhecer um absurdista?

Junho 30, 2009 por terminal1

Existem épocas na vida de todo jovem absurdista. Algumas são boas e outras ruins, mas a maior parte delas está numa espécie de meio-termo volátil onde nada faz sentido e tudo fica terrivelmente confuso.

Nesses momentos, sinceramente, parece haver apenas uma coisa a ser feita que é viver e não fazer muitas perguntas, mesmo porque, perguntas são como chaves e não importa quantas você tenha, só uma abre a porta.

Todos sabemos que boa parte do drama humano é confusão, mas o que negligenciamos é que as coisas são, de fato, mais díficeis para os absurdistas pois eles vivem à margem da realidade, num universo relativista, que apenas tangencia a experiência cotidiana do cidadão de bem.

Muitas vezes, nossos discípulos, pupilos e escravos sexuais em geral, nos questionam sobre como reconhecer e diferenciar os absurdistas dos cidadões de bem. A resposta é sempre a mesma. Os absurdistas não vivem no mundo real, eles carregam consigo os anéis do espetáculo.

Todos nós nos lembramos de quando recebemos os nossos. Eu andava pelas ruas, segurando numa das mãos um falafel de peperoni. Um rasgo de luz acinzentado cortou o céu. Fez-se um grande estrondo. E de repente, um anel pairava na minha frente. Eu o toquei com minha mão livre, e ele disse:

“Você tem o dom de instilar grande caos. Bem Vindo à Juventude Absurdista!”

Desnecessário dizer, foi um momento mágico e sim, eu estava drogado.

De qualquer forma, foi uma experiência que mudou minha vida pra sempre e não só porque depois dela eu comecei a poder voar.

O que mudou, foi minha sensação de ser reconhecido. Eu havia sido presenteado pelo universo. E havia recebido esse presente por ser bom em algo. Como o Anel ainda teima em tentar me fazer entender hoje, eu não escolhi essa vida. ELA ME ESCOLHEU.

E isso significa muito.

Os anéis concedem superpoderes aos usuários, a saber:

1-) Os anéis criam artistas e enquanto artistas,  fazem dos absurdistas, extremamente glamurosos.

2-) Os anéis distorcem a realidade num raio de três metros, aumentando a chance de que eventos randômicos como a combustão espontânea manifestem-se.

3-) Os anéis traduzem línguas estrangeiras e alienígenas, facilitando a comunicação com quem quer que seja.

4-) Os anéis são dotados de uma Inteligência Artificial muito impressionate, capaz de aconselhar e ensinar os absurdistas. Quando um absurdista refere-se às “vozes dentro de sua cabeça”, ele está falando sobre isso.

5-) E por último, mas não menos importante, eles fazem os absurdistas voarem, flutuarem e planarem.

Pouco se sabe sobre a história do anel. Só se sabe que a Juventude Absurdista é possivelmente uma força cósmica universal, dedicada a polemizar, causar e espalhar a mensagem de Bakulah pelos confins da existência.

Anel Cinza do Espetáculo

Anel Cinza do Espetáculo

As estatístias da Polícia da Realidade, uma instituição supra-nacional vinculada a ONU,   insistem em dizer que no momento, nenhum terráqueo tem o anel. Mas a Juventude Absurdista existe também na Terra, e portanto, a verdade fica clara, a Polícia da Realidade mente!

Os anéis podem se ocultar facilmente ficando translúcidos e quase transparentes. Então não é só olhar para os dedos de uma pessoa e reconhecê-la.

Ao invés disso, tente uma das três opções abaixo:

A) Pergunte.

A honestidade é sempre funcional. Aproxime-se do(a)  sujeito(a) em questão e comece a questioná-lo sobre ele ser um absurdista e ter um anel. Lembre-se, absurdistas tendem a fugir dos holofotes quando estão a paisana e o ideal é insistir bastante além de qualque dúvida.

B) Ofereça doces estranhos.

Os absurdistas nunca resistem!

C) Frequente Festivais de Apartamento.

É onde eles se congregam mais frequentemente. Inquira sobre as cerimônias de reposicionamento. Demonstre tendências fascistas e cobre ordem. Os absurdistas vão se revoltar e consequentemente sair do armário.

Se nada funcionar atire o suspeito pela janela. Se ele voar, era um bruxo absurdista!

O que há depois da morte?

Junho 30, 2009 por terminal1

Recentemente, descobrimos que muitos chegam até nós buscando por respostas ao que talvez seja a maior pergunta do drama humano. “O que há depois da morte?”. Nós não sabemos ao certo, porque eles chegam aqui, mas é o que o wordpress diz. Portanto, na qualidade de bons cidadãos que somos, vamos dar nosos 2 centavos de contribuição sobre o assunto e, despretensiosamente, oferecer esperança!

Se a morte fosse um bem, os deuses não seriam imortais.
(Safo de Lesbos)

Isso mesmo querido absurdista. A morte não é agradável. Esqueça a ilusão de segurança cristã (“Mas é claro que você é bom o bastante para o Paraíso!”) e lembre-se sempre que o que parece a experiência final pode muito bem desembocar numa espiral eterna de dor, morte e destruição! :)

Mas nem tudo está perdido. Há algo de efetivamente bom na morte. ELA CONSTROÍ CARÁTER. Não para a pessoa que morreu. Mas para as que ficam.