Talvez você não saiba, mas o livro que dá nome a esse post está sob o controle da Juventude Absurdista já faz um tempo.
Hoje, discutiremos um de seus conceitos centrais, útil em toda a sorte de processo de abstração e análise daquilo que convenciona-se chamar de realidade, desde estudos antropológicos à estudos antropológicos de mercado.
É um assunto delicado, uma vez, que foi quando trabalhava sobre textos a esse respeito que Bakulah foi assassinado. Estamos falando da “CoolSphere”.
Para compreender o conceito é melhor remontar às suas origens: O Tibet Ancestral, e o primeiro Olai Lama. Muitas pessoas não sabem, mas Dalai Lama, pode ser traduzido como “Oceano de Sabedoria”. Lama é um título de mestre e Olai Lama tipicamente refere-se a um de seus aprendizes próximos e pode ser traduzido como “Gota de Sabedoria”.

Representação Pictórica de Yeshe Norbu, o primeiro Olai Lama, o primeiro CoolHunter e membro respeitado da academia científica ancestral. A Foto é a última aparição de sua suposta reencarnação.
Bem, o primeiro Olai, discípulo do terceiro Dalai foi Yeshe Norbu. Ele recebeu ensinamentos importantes, mas foi mais tarde cooptado pelos Fenícios e se tornou um agente secreto, trabalhando para se infiltrar no budismo e trazer os ensinamentos até os navegadores mediterrâneos. Seu cargo era cuneiformemente grafado como: “ﮯﺮﮧ” o que encontra sua melhor tradução na expressão anglofônica CoolHunter.
O que Yeshe identificou foi que os códigos culturais e comportamentais budistas eram fragmentados e confusos. Diversas tradições de monges adotavam metafóras e simbologias diferentes, ou seja identificavam valor e vislumbravam possibilidades de transcedência em signos diferentes.
Ele denominou essas tradições como “Esferas”, e foi o primeiro a provar cientificamente que nas condições normais de exposição de repertório (CNER – exemplo: uma mesa de bar), indivíduos de uma esfera são quase sempre capazes de reconhecer seus pares.
Foi também de Yeshe, a primeira prova científica de que as esferas comportamentais tangenciam-se. Seu trabalho: Perceptrons and Panopticons: a series of studies over the permissive exchanging behaviour of individuals in spheres, embora relativamente desconhecido é a pedra básica do conhecimento acerca desse tópico.
Portanto, a “CoolSphere” nada mais é que um método pouco estruturado, mas de fácil assimilação para compreensão das interações e iterações que compõe a teia social humana.
Talvez tudo fique mais claro com um exemplo. Vejamos a CoolSphere utilizada pela maior de todas as marcas invisíveis, o misto de corporação empresarial e conspiração cultural conhecido como FolkLore (do inglês Folk = povo + Lore = conhecimento).

Gostamos particularmente desta coolsphere por seu valor na tentativa de categoriozar o universo da juventude absuirdista e sua capacidade de rotular inexata porém satisfatoriamente a fauna que o habita.
agosto 31, 2009 às 4:21 am |
Olha, na parte vermelha não tá escrito “Comunista”. Estão torturando os números novamente!!!!