Glossário do Imaginário Popular Absurdista III – O Universo das Coisas

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DISCLAIMER QUEBRA-GELO: Oi Gente.Eu pirei de novo, não saí do país, abalei relações duradouras e perdi mais uma vez, festividades de ano novo. Não é exatamente minha culpa, mas eu não discuto que nos últimos 24 meses eu releguei meu tratamento a segundo plano. Não foi uma boa decisão e eu decidi mudar. Desculpe às repetidas  e novas casualidades de guerra, surto psicótico também é viver. FIM DO DISCLAIMER QUEBRA-GELO.

Foi só coincidência?

Excerto de próprio-punho de Bakulah transcrito à esse livro aqui, também citado aqui.

Nós como absurdistas, içamáres, anarco-experimentalistas, budas ditosos, canalhas histriônicos tapuia-camâ e toda essa sorte de doutores sociais enxergamo-nos nos espelhos da vida como iguais e diferentes e portanto também vemos a verdade!

A verdade de que na polêmica sobre a coesão da realidade há duas visões que podem ser adotadas:

1 – Por trás da experiência cotidiana existe um mundo superior. Onde coisas acontecem. O Universo das coisas!

A maior diferença entre o nosso mundo e essa verdade transcedental é que uma vez adentrado o Universo das Coisas, um sujeito pode ter muito trabalho para sair porque será díficil para ele conceber que coisas não estejam acontecendo.

Pelo contrário, basta  para um sujeito centrado fora do universo das coisas, que coisas começem a acontecer para que ele mude de existência.

2 –  O universo das coisas é uma membrana que permeia a realidade consensual, pseudo-existindo, mas adicionando camada após camada de significância sobre o cotidiano e criando a ilusão de que coisas estão acontecendo o tempo todo.

Ou seja, a própria indefinição a respeito do quê está, de fato, acontecendo, aliada à indefinição do que é  ”acontecer” permite uma ampla gama abstrata de interpretações ocasionando a percepção fenótipica de que coisas podem estar acontecendo o tempo todo.

Reconhecemos a existência das duas e sob o manto do equilíbrio dinâmico oscilamos nervosamente entre uma e outra. Do lado 2, obtemos função. Do 1, epifanias nonsense.

Por isso devemos priorizar o 2, mas não execrar o um.

O um já é muito complexado por ser sozinho e merece um desconto. E tenho dito.

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