Glossário do Imaginário Popular Absurdista III – O Universo das Coisas

abril 26, 2011 by

DISCLAIMER QUEBRA-GELO: Oi Gente.Eu pirei de novo, não saí do país, abalei relações duradouras e perdi mais uma vez, festividades de ano novo. Não é exatamente minha culpa, mas eu não discuto que nos últimos 24 meses eu releguei meu tratamento a segundo plano. Não foi uma boa decisão e eu decidi mudar. Desculpe às repetidas  e novas casualidades de guerra, surto psicótico também é viver. FIM DO DISCLAIMER QUEBRA-GELO.

Foi só coincidência?

Excerto de próprio-punho de Bakulah transcrito à esse livro aqui, também citado aqui.

Nós como absurdistas, içamáres, anarco-experimentalistas, budas ditosos, canalhas histriônicos tapuia-camâ e toda essa sorte de doutores sociais enxergamo-nos nos espelhos da vida como iguais e diferentes e portanto também vemos a verdade!

A verdade de que na polêmica sobre a coesão da realidade há duas visões que podem ser adotadas:

1 – Por trás da experiência cotidiana existe um mundo superior. Onde coisas acontecem. O Universo das coisas!

A maior diferença entre o nosso mundo e essa verdade transcedental é que uma vez adentrado o Universo das Coisas, um sujeito pode ter muito trabalho para sair porque será díficil para ele conceber que coisas não estejam acontecendo.

Pelo contrário, basta  para um sujeito centrado fora do universo das coisas, que coisas começem a acontecer para que ele mude de existência.

2 –  O universo das coisas é uma membrana que permeia a realidade consensual, pseudo-existindo, mas adicionando camada após camada de significância sobre o cotidiano e criando a ilusão de que coisas estão acontecendo o tempo todo.

Ou seja, a própria indefinição a respeito do quê está, de fato, acontecendo, aliada à indefinição do que é  “acontecer” permite uma ampla gama abstrata de interpretações ocasionando a percepção fenótipica de que coisas podem estar acontecendo o tempo todo.

Reconhecemos a existência das duas e sob o manto do equilíbrio dinâmico oscilamos nervosamente entre uma e outra. Do lado 2, obtemos função. Do 1, epifanias nonsense.

Por isso devemos priorizar o 2, mas não execrar o um.

O um já é muito complexado por ser sozinho e merece um desconto. E tenho dito.

EXCLUSIVO – MindMachine entrevista terminal1 sobre sua festa de aniversário

setembro 30, 2010 by

No nível da realidade, MindMachine e terminal1 são a mesma pessoa. No nível da realidade, isso é um post autro-promocional, o que, levando em conta a audiência desse blog, chega a ser triste.

No nível da abstração de realidade, situado um ou dois palmos acima do anterior, MindMachine é o espiríto de uma Inteligência Artificial futurista que por algum motivo habita a psique de terminal1. O próprio terminal1 só existe no nível de abstração da realidade, uma vez que no nível anterior, ele nunca é chamado assim.

Por favor, não julgue esse post pelas regras do nível da realidade. Todos iríamos perder com isso 😉

MindMachine: O que é “A Noite sem Caos”?

terminal1: Existem duas maneiras de responder essa pergunta. Por um lado é minha festa de aniversário. Como todas as festas do meu aniversário sempre terminam sendo tediosas para os outros envolvidos , decidi buscar uma maneira de manter as expectativas deles baixas esse ano. Num sentido mais amplo é a profecia absurdista que precogniza o fim da existência num confronto épico entre a J.A. e a Polícia da Realidade que abalaria a própria tessitura do espaço-tempo e distorceria o conceito do que é real e do que não é permanentemente.

MindMachine: Ha! Então o nome evoca tédio E uma experiência épica ao mesmo tempo? Você se importa de desenvolver isso e explicar de uma vez por todas se “A Noite sem Caos” é um experimento de behaviorismo reverso, no sentido de que você espera que todo esse papo sobre como vai ser plácido e calmo desperte revolta nos convidados, ou se você de fato está tentando hypar uma festa que sabe que será miada?

terminal1: Parafraseando Joelmir Beting, a verdade é cinza.

Existe muita coisa que aponta pra uma festa meia-boca. A principal delas é a data. Eu não vou nem mencionar a questão numerológica envolvendo o dia 02/10/2010. O problema é prático. Meu aniversário é dia 03, e tradicionalmente, ano sim e ano não, coincide com a festa da democracia brasileira. Isso não seria um problema, mas a democracia brasileira é hipócrita pacas e a Lei Seca exige sobriedade de todos (NOTA DO EDITOR: Clique no link). A Lei é rígida, rigorosa e implacável. Ninguém conseguirá álcool e sem o sangue de Cristo não tem festa de verdade. (NOTA DO EDITOR: Eu acho q vc  ainda não clicou e vou repetir: Clique no link)

Além disso, votar é um compromisso do cidadão de bem e compromissos no dia seguinte matam qualquer tentativa de espontaneidade e derrubam qualquer espiríto transgressor. Então eu acho que é simples dizer que a minha postura é:

“Passa aqui e me dá um abraço. Pode sujar o chão à vontade, mas tenha um plano B pra se divertir de verdade”.

Talvez você não tenha percebido, mas no fim das contas, até rima.

MindMachine: Sugiro que você abandone o tom jocoso. Eu não o aprecio mas compreendo o argumento. Acredito que refraseando-o ficaria algo como “Escuta, é uma festa. Não me comprometo com nada.” De qualquer forma, os flyers sempre tiveram o dia da festa e nunca o lugar dela. Onde será “A Noite sem Caos” e por que?

terminal1: Eu me esforcei muito pra buscar um lugar interessante mas acabei falhando e  “A Noite sem Caos” vai ser no escritório mesmo. O Escritório nunca mais foi o mesmo de umas festas pra cá com coisas grudadas nas paredes e desenhos fálicos em todas as lousas e eu tentei evitar mas não deu. No fim das contas foda-se. Essa semana a situação ficou ainda mais tensa quando um vazamento no conjunto de baixo trouxe a necessidade de um encanador quebrar o banheiro do fundo inteiro. As obras tão rolando e ninguém sabe qual vai ser o status disso no sábado, o que sabemos é que não vai ter Caos e pá.

MindMachine: Não?

terminal1: Acho que não, mas vai saber. Eu sou inocente e não tenho nada a ver com uma profecia que taí desde sempre. A Kaballah já se envolveu com isso e os magos nazistas também. Tudo que eu sei sobre absurdismo eu aprendi com pessoas nas ruas e eu não tenho nada a ver com isso. Se o pau quebrar eu cobro ordem até funcionar ou eu cansar e me envolver, o que acontecer primeiro.

A festa é aqui. Cheguem depois das 22 e tudo certo.

Resumo da Metodologia de Interpretação do Mapa Astrológico das Luas de Júpiter desenvolvida por Bakulah e sua filha cigana (Ufa!)

agosto 31, 2010 by

Com Júpiter ao centro, você distribui os elementos em torno da roda, na posição em que estavam na hora de seu nascimento. Pronto, seu mapa joviano está completo.

É tudo muito simples.

“Gipsy is the vintage new age” – Pok Bakulah

.

A filha New Age de Bakulah, aquela que ele teve com sua segunda esposa era vidrada em astrologia. Bakulah e ela tinham um relacionamento óbvio, mas surpreendentemente funcional até que num frenesi por sangue ele matou sua mãe.  Ela trocou de nome quando ele morreu. E deu as costas para história.

A única prova de sua existência foi encontrada em 2008, nas ruínas de Res Publika. Trata-se de um manuscrito sobre o círculo joviano, o mar de luas que orbita Júpiter e sua relevância astrológica. O manuscrito é assinado por WolfGang e Pok Bakulah e é ilustrado.

Um cara num bar uma vez me explicou o básico. E hoje me deu na telha encher o saco de vocês com ele.

A primeira coisa é a sacada.

Na Astrologia Júpiter te guia aos ideais, ao que te fará feliz. Para Bakulah, ele simbolizava a vitória do homem sobre o drama humano. Sua realização final.

E Júpiter tem muitas luas. Pense num número grande e some 20 e vc vai achar um astronômo que responda q eh possível. 4 delas são conhecidas desde sempre. 60 desde 2005.

As primeiras 4 tinham nome e são especiais. Elas representam os 4 elementos (Fogo(SEXO) | Terra (SUOR) | Ar(SEDE) | Água(SANGUE). O quinto elemento, Alma(SANTOS), é obtido onde existir a maior concentração das outras luas, contando-se todas que forem visualizáveis à época.

IO. Uma lua com intensa atividade vulcânica. É o fogo. Representa o relacionamento do invíduo com o aspecto prazeroso do drama humano, o sexo.

GANYMEDE. Uma rocha maior que Mercúrio e com mais massa que a Terra. É a Terra e portanto a lua de quem tem os pés no chão. Do drama humano, representa o trabalho e a carreira, aka suor.

CALLISTO. Uma das poucas luas com atmosfera própria de todo o cosmo. É o ar, o social e o anseio. O ar é sede e isso é confuso, mas coerência é fundamental 😉

EUROPA. Uma bolha de água com crosta de gelo, alvo de uma infindável discussão sobre a presença ou não de vida. Representa a dor, o sofrimento, a adptação e o sangue.

O MAR JOVINIANO. Existem 18 camadas de coisas flutuando em torno de júpiter com infindáveis tamanhos e tal. O quadrante com mais luas que não as regulares representa a alma, a religião, espiritualidade, consciência cósmica de santo.

Pronto. Bora fazer um calculador da posição dessas coisas e vender a metodologia pra Personare porque eu tenho minha Ganymede em Touro e minha Callisto em Capricórnio e portanto tou aqui pra ganhar dinheiro e tal.

As 5 coisas mais especiais que aprendi com meus avós

agosto 17, 2010 by

5 – “Quem janta com o povo, nasce de novo” – Ditado português.

4 – “Coño! Coja los pantallones, niño!” – Vovô gritava o tempo todo.

3 – Cozinhar umas trocentas coisas, inclusive misteriosos afilhós (bolinho de chuva de aldeia), com a Vó Isaura que sempre ria do meu interesse por cozinha.

2 – “Um homem metálico é muito menos um homem e muito mais um robô”  – Ditado português.

1 – “Pega o cadáver da tua ex, leva ele pro aeroporto, amarra na asa esquerda de um monomotor das cores de Iemanjá. Voa, 7 léguas acima da terra e derruba o corpo. Trace uma linha ao redor da cratera que o corpo deixa no chão e essa letra será a inicial da pessoa que te ama” – Simpatia da vó Petronilia.

Pequena anedota da história absurdista

maio 21, 2010 by

“Never express yourself more clearly than you think.” — Nils Bohr alfinetando Bakulah ao receber o Nobel de Física de 49 ao lado de Rutherford.

“Bananas! Bananas!” — Wofgang J. Bakulah comentando o ocorrido.

Argumento do documentário “Anarco-experimentalismo”

abril 15, 2010 by

Este documentário visa esclarecer o anarco-experimentalismo passando por várias etapas:

  • Apartamento F324: muitos absurdistas se conheceram nessa célebre localidade. A princípio uma moradia, o F324 transformou-se através dos tempos. Foi um escritório. Foi uma TAZ – Zona Autônoma Temporária. Foi uma incubadora de empresa. E Foi um Squat.  Localizado no Edifício Copan, no último andar, e sendo um apartamento de canto, ele tinha uma vista incrível e oferecia um ambiente seguro para as primeiras maquinações anarco-experimentalistas. Infelizmente, esse grupo de pensadores cresceu além do que o apartamento poderia suportar,  o que trouxe a primeira grande lição a eles: “O absurdismo sempre gera atritos com os vizinhos.”
  • Juventude Absurdista: uma identidade coletiva que também é um coletivo de identidades, a J.A. se formou emergencialmente através de encontros informais e formatou-se como um grupo fluído e dinâmico de filósofos, sociólogos e mendigos da sociedade em geral. Muitos clamam que eles se levam mais a sério do que deveriam, mas a verdade é que eles tem uma missão, e ela é instilar o caos. Portanto, enquanto homens e mulheres munidos de uma missão, não só eles se levam a sério demais, mas também apresentam comportamentos erráticos que os afastam da cultura popular tradicional. A verdade sobre eles pode ser mais claramente explícita assim: “Os absurdistas vivem a margem da realidade, num limbo confuso onde constantemente nada faz sentido. E adoram isso.”
  • Festivais de apartamento: Da época em que os absurdistas perderam controle sobre o F324 por causa da intensa pressão da comunidade que se acercava (vizinhos), ficaram sem rumo. Como resultado, criaram a práxis alternativa, os Festivais de Apartamento. Não se engane pelo nome. Os festivais não envolvem arte, apenas performances das personas absurdistas. São festas que acontecem nas ruas, (apartamentos) onde se reunem todos os tipos de absurdistas, conhecidos e “recrutas”, fazendo com que esse evento seja essencial para a disseminação do caos. Geralmente a J.A tenta manter a ordem nesses eventos pelo simples fato de que sempre alguém aparece e diz: “Ordem não, aqui é o caos”. Sabemos que é alguém saindo do armário.  Seu caráter realista os afasta da ficção e portanto os difere do cotidiano da J.A. Foi através dos debates informais regados a drogas, que os Absurdistas começaram a estruturar sua filosofia abstrata num programa político anti-partidário mais aplicável.
  • Pacotes de leis: A base do programa reformista, retrovirótico, prático e anti-partidário que o absurdismo propôe como caminho para o Anarco-Experimentalismo. Pode ser mais simplesmente entendido como uma luta contra a perpetuação histórica da super-estrutura social, rompensdo com a ingenuidade típica do anarquismo que deseja erradicá-la. Basicamente, trabalha com a idéia de um contrato social customizado, que o indivíduo constrói através de um programa de pontos. Benefícios sociais custam pontos. Desvantagens dão pontos. Os cidadãos compensam benefícios com desvantagens, de forma a construir seu próprio pacote individual.  Os pacotes abdicam do típico protecionismo da esquerda e entregam a responsabilidade na mão do indivíduo, mas buscam a igualidade de direitos entre todos, negando a visão competitiva da direita. A idéia é tangibilizar o ideal anarco-experimentalista do “Estado Customizado”.
  • O Tão Sonhado Futuro Mad Max!: Também conhecido como “Sociedade Dinâmica”, representa a Utopia Final. Difícil de descrever e um pouco vago, mas, acima de tudo, apaixonante. Tão apaixonante quanto a trilogia Mad Max. Vide AMD

Faremos uma série de entrevistas com os membros desse movimento que falarão de suas próprias experiências e como conheceram o anarco-experimentalismo através de influências de artistas, filósofos e filmes.

O anarco-experimentalismo veio da idéia de uma sociedade mais justa e libertária aonde as pessoas conduzirão suas próprias vidas sem a intervenção do estado.

A idéia desse documentário é descobrir como essa ideologia poderá dar certo para o futuro da humanidade, por isso, vamos atrás das pessoas que estão fazendo seu papel na sociedade para que essa idéia seja propagada entre a população, principalmente os jovens que são conhecidos nas ruas como a Juventude absurdista.

Estaremos investigando como “tirar um absurdista do armário”, o que acontece nos festivais de apartamento e principalmente, quais são as contribuições que esses jovens poderão dar para que isso de fato ocorra.

Estaremos entrevistando diversos tipos de pessoas, desde aqueles que começaram o movimento, até aqueles que são absurdistas, só que ainda não se deram conta do fato, porque sim, somos todos absurdistas, só precisamos de um pequeno empurrão 😛

Participe, e concorra a Eyeballs.

abril 14, 2010 by

O renomado anarco-experimentalista Wolfgang J. Bakulah era um amante do modernismo. E como todo amante do modernismo grande entusiasta da literatura Brasileira. Ao ler Macunaíma, Bakulah teria declarado:

“Pouca Saúva e muita Salubra*, os males da URSS são. ”

*”Salubra, a Vodka Das Multidões” – antiga marca estatal de Vodka Russa, popular na Letônia da década de 50

Numa tentativa desesperada de conversar com Mário de Andrade sobre a obra, Bakulah tentou alcançá-lo de todas as maneiras, sem sucesso.

Quando em Buenos Aires, em 45, ele desenvolveu um jogo de correio que visava por os dois em contato. Através de boêmios ele conseguiu o endereço  de correspondência de diversos artistas brasileiros.

Enviou a eles uma carta cifrada que propunha um jogo de corrente de mensagens com o objetivo de atingir o autor.

Mário de Andrade morreu em 1945. Mas a rede de contatos perdurou por cerca de 15 anos, mesmo depois de Bakulah ter retornado ao seu país de origem, a Letônia.

Como maior resultado dessa rede, elencam-se as cartas trocadas entre Bakulah e o então iniciante ator Ney La Torraca. Uma dessas cartas, que dá título ao post , segue abaixo, na intégra:

“someone must die, ney la torraca.”


Seria Wei nada mais que uma Jovem Absurdista?

março 15, 2010 by

Ok.

Esse é um dia improdutivo e eu decidi tirar uma pausa e dedicá-la a levantar uma ligação sináptica que pode desencadear uma polêmica bombástica. 🙂

Calma. NÃO é um post sobre “Crepúsculo”.

Talvez você não concorde, mas gostamos de encarar o folclore popular como um repositário popular de sabedoria, uma imensa biblioteca comunal de histórias, compartilhadas pela tradição oral. O Folclore não é ficção. Ele é só a história muito distorcida e alegorizada, para fácil assimilação. Dito isso, vamos nos concentrar em uma das histórias mais conhecidas do Folclore medieval da Catalunha, a fábula de Wei.

fábula de Wei é uma espécie de “Crepúsculo” medieval, onde uma bruxa boazinha se apaixona por um vampiro e enlouquecida pela paixão tenta apagar o Sol.

Aparte da moral da história, que revolve em torno do imutável ser indesafiável, eu sempre gostei muito da fábula, especialmente pela simbologia do Sol, a visão neutra sobre a magia, e tudo mais. Mas recentemente me ocorreu uma coisa.

Todos sabemos que magia e tecnologia são anacronismos, e que o que pode parecer magia pode ser tecnologia mal-interpretada (e vice-versa?!?).

E todos conhecemos o artefato tecnológico mais poderoso do Universo, os Anéis do Espetáculo.

Então, teoricamente Wei poderia ter sido uma Absurdista, que de posse do Anel apagava chamas e tentou apagar o Sol, entenderam?

Nesse caso o vampiro pode ser só um cara boêmio, ou talvez um boêmio canibal (e provavelmente alemão)…

E a “mão de Deus” que teria ceifado sua vida seria um confronto sangrento com um representante da Polícia Da Realidade medieval, a.k.a Santa Inquisição.

As peças se encaixam e tudo parece ser verdade.

O que Bakulah diria sobre isso?

Stop Bakulah Now! (If You Can…)

janeiro 9, 2010 by

Que a Tv japonesa é cheia de nazi-fascismo você sempre soube. O que você talvez desconheça é a campanha difamatória contra Bakulah que foi propagandeada pelos 4 cantos do mundo disfarçada do episódio 20 de Spectreman. Aqui, Bakulah é uma formiga alienígena gigante que se alimenta de sangue e hipnotiza inocentes.

Acho que faz jus a quem ele de fato foi. Sem mais delongas:

Quando o SuperEgo é tudo que resta.

outubro 23, 2009 by

Ei, Olá.

Fica claro pra mim,no momento,que precisar o momento da origem desse ciclo reverberante e retroalimentador entre a Juventude Absurdista e os poderes constituídos (incluíndo e expressamente sublinhando) o midiático é uma batalha inútil.

A essa altura está claro que se a polícia da realidade existe, tudo que ela menos quer é que nós nos aproximemos da verdade.

E sinceramente, tudo bem. Afinal de contas, parece justo supor que ninguém aqui esteja de fato interessado na verdade, uma vez que todos os nossos egos estão envolvidos nessa história e ninguém, e eu realmente quero dizer ninguém, está disposto a largar sua pontinha do osso.

Então tudo bem. Sabe,quando eu era menor, eu saía por aí dizendo que “no futuro as crianças teriam egos tão fortes que não haveria nenhuma necessidade de superego”. É uma afirmação particularmente impactante, especialmente porque sendo a realidade consensual, o superego é a REALIDADE.

E talvez de fato, depois de toda fragmentação que ocorreu no mundo nas últimas décadas, a própria tessitura da realidade esteja ameaçada. Há muitos rumores, nenhuma verdade e a verdade é, e sempre será, inalcançável porque ela para sempre há de esbarrar nos tais dos egos enormes…

Então, acho que ao menos para uma parte dos envolvidos, fica claro que alguma espécie de superego deveria existir (eu me sinto precisando de um!).

A questão é como diabos manifestar um superego que ultrapasse a dinâmica repressora do absoluto e irredutível “NÃO”?

Talvez, e isso é uma opinião pessoal, o superego devesse dizer “talvez”.

(Agora eu sei o que vc está pensando. Que talvez é muito vago, que isso não leva a nada, que jamais poderemos construir uma realidade que nãio seja absoluta porque o absoluto é a realidade).

E o que eu tenho pra responder a isso?

Talvez vc esteja certo 🙂